Bem vindo (a)!
Home > Destaques > A década do nada!

O Brasil, de fato, é um país que poderia ter sido e não foi. Fundado sob a bandeira de Nosso Senhor, teve em seu primeiro dia como nação uma Santa Missa. Trata-se de um país relativamente jovem cuja democracia brota de uma república também jovem. Enquanto império confessional católico, o Brasil foi grande: sim, podemos nos orgulhar de termos sido um império maior do que os Estados Unidos da América. Mas isso é passado. Trocamos por meio de um golpe a monarquia pela república, e desde então a política brasileira amarga a fossa moral. Nos 127 anos de república, apenas 11 presidentes subiram ao cargo democraticamente, e destes, somente 5 concluíram seu mandato. Sinal de que a política brasileira andou e continua andando mal. Mas agora, de acordo com o senso de proporções, vivemos um momento ainda mais delicado.

Nunca na história deste país, uma organização criminosa de proporções tão grandes ascendeu ao poder. Os escândalos
de corrupção, de desvio de dinheiro público, de má administração, de infiltração de entidades estrangeiras na política nacional (leia-se Foro de São Paulo) e de abuso do poder público tomaram proporções que escandalizaram não só o Brasil mas também o mundo todo. Justamente por isso chegamos ao dia de hoje, 17 de Abril de 2016, onde usando das prerrogativas constitucionais, teremos a chance de iniciar a restauração nacional através do impeachment .

Sob a pecha de golpe, um ministério de propaganda e manipulação cognitiva que faria inveja a Joseph Goebbels (ministro da propaganda nazista), promove a a ideia de que o impeachment (ferramenta constitucional) e quem o defende atentam contra a democracia. Repetido aos quatro ventos por “intelectuais”, artistas, professores universitários e “movimentos sociais”, cuja opinião foi comprada a preço de ouro por benefícios estatais, é na verdade um ato de desespero de quem se vê sem saída e como única alternativa resta tentar preparar um terreno imaginário para justificar os possíveis atos de violência que são tão
simpáticos a quem partilha da ideologia socialista. Socialismo para quem não sabe, é sinônimo de morte e fome, como vimos claramente no século passado e como ainda teimam em tentar aplicar em países vizinhos como a Venezuela.

É verdade que o homem nasce corrompido pelo pecado original, e através da religião e da cultura pode se recobrir de uma fina camada moral que lhe impede de praticar o mal e de destruir a si mesmo e a seu semelhante. Nisto entra a função do estado que por si mesmo vai mais além: segundo a doutrina social da Igreja Católica, a sua função é dar glória a Deus e ajudar o homem a salvar-se. Portanto somente uma nação cujo centro seja Deus poderá preservar a justiça e a ordem, a começar pela menor unidade nacional: o indivíduo. Não vivemos uma crise apenas política: vivemos uma crise de santos. O nosso desafio portanto não é meramente político: não lutamos somente contra inimigos de carne (cfe Efésios 6,11). A restauração nacional passará pela restauração das almas, pela conversão e pelo desejo de ser santo. Instaurare omnia in Christo (instaurar todas as coisas em Cristo, cfe Efésios 1,10): este seja o nosso lema daqui para frente. In corde Jesu et Mariae semper!

 

Lucas Manollo

Você pode gostar também
Onde estão os Católicos?
Descansar na oração

Deixe uma Resposta